Quinta-feira, Maio 22, 2008
A poesia reservo para os livros, que em breve encadernarei... Obrigada pelos comentários e visitas... A partir de hoje me encontro, "somente", em http://www.linguapassageira.blogspot.com com textos quase "diários"... VALEU!!!
Domingo, Outubro 28, 2007
Quarta-feira, Maio 23, 2007
Quinta-feira, Maio 03, 2007
estica e recolhe, balançando nos beiços por onde desliza. seca, molhada, quente. afiada, engraçada, cansada, dormente. arrisco até um petisco. erg!!! doce, amarga, salgada, azeda. grande, maldita. sagrada, bendita. faminta, É ELA QUEM DITA.
http://www.linguapassageira.blogspot.com
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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
exibimos belas flores,
exalamos inebriantes perfumes,
multiplicamo-nos em perfeitas sementes.
quando reprimidos
usamos veneno e espinhos
tentando, em vão, esconder raízes.
exalamos inebriantes perfumes,
multiplicamo-nos em perfeitas sementes.
quando reprimidos
usamos veneno e espinhos
tentando, em vão, esconder raízes.
Tudo que não sei é o que mais dói
estou desabrigada de mim.
quero um caminho curto de curvas
e de janelas maiores.
estou desabrigada de mim.
quero um caminho curto de curvas
e de janelas maiores.
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
Sexta-feira, Setembro 08, 2006
Domingo, Maio 07, 2006
Sábado, Abril 15, 2006
conjugação do desejo
a força que me move é a vontade de ter o que ainda não conheço.
tempo: futuro do meu hoje, presente.
eu sei que terei tudo.
tempo: futuro do meu hoje, presente.
eu sei que terei tudo.
Quinta-feira, Março 23, 2006
a um dei flores,
outro, borboletas
outro, músicas
outro, letras
recebi de volta elogios, sorrisos e promessas, que não regaram as flores, aprisionaram as borboletas, mudaram as músicas e emudeceram as letras.
hoje, e há muito, dou a um, a somente um...
... flores, borboletas, músicas, letras e doces.
recebo de volta: grandes e belos jardins, cores esvoaçantes e dançantes, e sabores inebriantes de uma boca que sempre me deixa falar.
outro, borboletas
outro, músicas
outro, letras
recebi de volta elogios, sorrisos e promessas, que não regaram as flores, aprisionaram as borboletas, mudaram as músicas e emudeceram as letras.
hoje, e há muito, dou a um, a somente um...
... flores, borboletas, músicas, letras e doces.
recebo de volta: grandes e belos jardins, cores esvoaçantes e dançantes, e sabores inebriantes de uma boca que sempre me deixa falar.
Domingo, Março 12, 2006
desculpas
desculpem amigos blogueiros, mas devido a um visitante incoveniente, que deixou comentários indesejáveis, tive de repostar os dois últimos textos perdendo, assim, todos os outros comentários. não consegui deletá-los da maneira convencional. de qualquer forma valeu pelo que disseram. obrigado.
olhares
abaixo e, salpicadas pelo blog, um pouco do trabalho suave, profundo e belo do fotógrafo Rui Alves.
www.ruialves.xpg.com.br e http://www.olhares.com/ruiluis
www.ruialves.xpg.com.br e http://www.olhares.com/ruiluis
é que às vezes nos falta tanto!
ambicionamos o poder sem nos dar conta e mentimos pra nós mesmos.
nada pedimos, pouco queremos, e de repente começo a pensar que nem existismos.
somos bravos, mas nem sempre fortes.
não acreditamos na sorte, mas se ela nos sorrir, nos beneficiamos dela e passamos a acreditar em destino.
tudo em nós murcha e morre ...
esconda seu rosto entre suas mãos, mas não se esconda de si.
não importam as mentiras ou histórias que temos que crer.
as primaveras sempre virão, e com elas a certeza de que podemos ser, ter e viver.
"... em tempo de chuva, que chova, eu não largo da sua mão..." - Djavan
ambicionamos o poder sem nos dar conta e mentimos pra nós mesmos.
nada pedimos, pouco queremos, e de repente começo a pensar que nem existismos.
somos bravos, mas nem sempre fortes.
não acreditamos na sorte, mas se ela nos sorrir, nos beneficiamos dela e passamos a acreditar em destino.
tudo em nós murcha e morre ...
esconda seu rosto entre suas mãos, mas não se esconda de si.
não importam as mentiras ou histórias que temos que crer.
as primaveras sempre virão, e com elas a certeza de que podemos ser, ter e viver.
"... em tempo de chuva, que chova, eu não largo da sua mão..." - Djavan
Domingo, Fevereiro 26, 2006
... porque minha alma está misturada a sua
numa união egoísta, deliciosamente sacana
e verdadeiramente abençoada.
numa união egoísta, deliciosamente sacana
e verdadeiramente abençoada.
Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
o alvo
ando entre o céu e o inferno
sinto um pulsar, desejo de dançar
ao mesmo tempo, sossego e raciocínio
o mundo gira a minha volta, mas só consigo mirar o meio.
sinto um pulsar, desejo de dançar
ao mesmo tempo, sossego e raciocínio
o mundo gira a minha volta, mas só consigo mirar o meio.
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
toda minha bagagem
"DA VIDA SÓ SE LEVA O QUE SE VIVE"
partirei e levarei o livro que escrevi com o sangue de minha alma.
partirei e levarei o livro que escrevi com o sangue de minha alma.
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
passe o sal...
estou aqui, de novo,
vivendo como uma lesma
brilhante e mole a arrastar-me lentamente
deixando minhas gosmas pelo caminho.
sonho com o mar salgado de ondas curtas e densas
para derreter e morrer.
vivendo como uma lesma
brilhante e mole a arrastar-me lentamente
deixando minhas gosmas pelo caminho.
sonho com o mar salgado de ondas curtas e densas
para derreter e morrer.
meu cérebro ferve e mistura as letras da sopa.
já não sei o que, como e nem mesmo se devo... traduzir.
tudo que tenho vomitado retorna furiosamente em minha face.
faço votos de silêncio
e depois quem sabe também os de pobreza e castidade.
odeio essa sopa a ser comida. odeio essa sopa dessa vida.
já não sei o que, como e nem mesmo se devo... traduzir.
tudo que tenho vomitado retorna furiosamente em minha face.
faço votos de silêncio
e depois quem sabe também os de pobreza e castidade.
odeio essa sopa a ser comida. odeio essa sopa dessa vida.
Terça-feira, Janeiro 17, 2006
então ta combinado
entao vai ser assim
não proibiremos nos ser
compreederemos estranhezas
desde que, permaneçam as certezas
a distância poderá ser superada com poucas palavras, beijos ardentes, fortes abraços e sinceros afagos
recomeçaremos sempre o caminho
replantaremos as sementes, confiaremos no invisível e acreditaremos no possível
até que tudo cresça e floresça
até que o sonho nos aconteça
e então vou rir de você
e você de mim
mesmo que tudo assim, permaneça
não proibiremos nos ser
compreederemos estranhezas
desde que, permaneçam as certezas
a distância poderá ser superada com poucas palavras, beijos ardentes, fortes abraços e sinceros afagos
recomeçaremos sempre o caminho
replantaremos as sementes, confiaremos no invisível e acreditaremos no possível
até que tudo cresça e floresça
até que o sonho nos aconteça
e então vou rir de você
e você de mim
mesmo que tudo assim, permaneça
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
abrirei a sua boca e jogarei nela todo meu sentimento
apertarei sua carne e esticarei-a até rasgar seu peito
afastarei suas costelas e sentirei o calor trêmulo de suas vísceras
tirarei de seus olhos toda a beleza que guardou
abrirei suas costas e verei o desequilíbrio de seu corpo
roubarei seu amor violento e arremessarei-o às estrelas
para que exploda em milhões de pedacinhos
e me atinja por inteiro, me inundando de você.
apertarei sua carne e esticarei-a até rasgar seu peito
afastarei suas costelas e sentirei o calor trêmulo de suas vísceras
tirarei de seus olhos toda a beleza que guardou
abrirei suas costas e verei o desequilíbrio de seu corpo
roubarei seu amor violento e arremessarei-o às estrelas
para que exploda em milhões de pedacinhos
e me atinja por inteiro, me inundando de você.
Segunda-feira, Janeiro 02, 2006
Quinta-feira, Dezembro 29, 2005
levo-te comigo
ele recostou a cabeça no peito e escutou seu coração repousar.
naquele silêncio racional e cheio, temia a verdade.
precisava de tudo certo o tempo inteiro.
e inteiro, o tempo se foi.
e ela se foi
levando consigo o cheiro do repouso no peito,
o silêncio do tempo e a verdade do pensar.
naquele silêncio racional e cheio, temia a verdade.
precisava de tudo certo o tempo inteiro.
e inteiro, o tempo se foi.
e ela se foi
levando consigo o cheiro do repouso no peito,
o silêncio do tempo e a verdade do pensar.
tem meu amor, a minha dor, minha alegria e minha melancolia.
tem meu desejo, meu desprezo, meu sonho e toda realidade que quiser enxergar.
tem meu desejo, meu desprezo, meu sonho e toda realidade que quiser enxergar.
Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
Terça-feira, Dezembro 06, 2005
não desejo mais o passado. ficou perdido por não ter permanecido.
como um navio no cais, preciso ancorar-me.
para que aguente as vozes do mar sem ter vontade de partir ou afundar.
como um navio no cais, preciso ancorar-me.
para que aguente as vozes do mar sem ter vontade de partir ou afundar.
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
o vício
sentada em frente ao espelho suspenso sobre a mesa de centro onde pousava um cinzeiro e um cigarro virgem, ficava a olhar para aquele objeto que de alguma forma durante anos a fizera feliz. fechava os olhos e respirava profundamente tentando sentir o cheiro da nicotina e desejando que ela invadisse seu corpo. sentia-se perturbada, confusa. começou a ficar excitada, as veias latejavam implorando aquela sensação. sabia que não podia. sabia que não queria. foi para o quarto em passos arrastados. silenciosa, tentava se lembrar do cheiro das flores, do perfume preferido, da comida predileta, do ar puro e leve. vã tentativa. não conseguia sequer sentir a própria essência. estava tomada por aquele pensamento obsessivo. gemia de alguma dor. sentia frio e calor. voltou para sala, olhou novamente o cigarro repouso sobre o cinzeiro, acendeu o isqueiro mas, não teve coragem. aquilo era tudo o que lhe restara. olhou para a porta e desejou ouvir o barulho da chave a encaixar que tanto a acalmava. olhou novamente o objeto, tocou-o, cheirou-o e colocou-o na boca. resolveu entao acabar de vez com tudo e fez daquela lembrança, cinzas e com suas lágrimas as diluiu. voltou-se para o espelho, fitou-se por uns instantes. respirou novamente e sorriu. celebrou então, a dependência do amor".
Domingo, Outubro 30, 2005
palavras de adeus
ele virou-se e bateu a porta.
ela não podia fazer mais nada.
deixou-se cair no sofá listrado.
ela nao acreditava naquelas palavras.
só conseguia lembrar daquele sorriso morno e úmido que até aquele momento nunca havia percebido. na sua mente rapidamente todos os passados até o presente. chorava e cobria com as mãos o rosto borrado pela maquiagem de segunda linha. arrancou as roupas e com as unhas arranhou as pernas e o peito.
caminhou até a janela da sala de estar, escancarou-a e sentiu o vento gelado entrar em pelas narinas. aproximou-se e sentiu a chuva fina. Subiu no parapeito, sentou-se e ali permaneceu até amanhecer o dia. nua, fria, molhada e vazia. sentia-se tão leve que poderia voar e alcançar o sol.
fechou os olhos e sorriu. tirou os sapatos que ainda calçava, beijou-os e atirou-os no meio da rua.
desceu da janela, lavou o rosto, vestiu-se de maciez. descalça, abriu a porta e cumprimentou a vida.
ela não podia fazer mais nada.
deixou-se cair no sofá listrado.
ela nao acreditava naquelas palavras.
só conseguia lembrar daquele sorriso morno e úmido que até aquele momento nunca havia percebido. na sua mente rapidamente todos os passados até o presente. chorava e cobria com as mãos o rosto borrado pela maquiagem de segunda linha. arrancou as roupas e com as unhas arranhou as pernas e o peito.
caminhou até a janela da sala de estar, escancarou-a e sentiu o vento gelado entrar em pelas narinas. aproximou-se e sentiu a chuva fina. Subiu no parapeito, sentou-se e ali permaneceu até amanhecer o dia. nua, fria, molhada e vazia. sentia-se tão leve que poderia voar e alcançar o sol.
fechou os olhos e sorriu. tirou os sapatos que ainda calçava, beijou-os e atirou-os no meio da rua.
desceu da janela, lavou o rosto, vestiu-se de maciez. descalça, abriu a porta e cumprimentou a vida.
Quinta-feira, Outubro 27, 2005
e tudo continua...
somos safados, não temos vegonha e começo a achar que nosso amor próprio há muito nos odeia. somos filhos da grande puta da vida
e aprisionados, tentamos nos libertar de maneiras estranhas.
promovemos rebeliões mútuas, nos debatemos um contra o outro
e contra os outros.
sempre damos os mesmos sinais. fixos.
em forma de represálias ameaçamos matar ou simplesmente morrer com a própria negação.
procuramos justificar direitos, sentimentos, atitudes...
a cada luta travada trocamos pesos, medidas, distâncias e alturas tentando impor regras e destruindo laços invisíveis.
nos envolvemos no silêncio provocando desordem em nossos sentimentos ou nos expressamos sem nos fazer entender. e depois de rasgados, sujos, sem forças, nos consumimos em prazer, enlaçados, confusos, cansados.
voar, rumar e pousar num lugar tranquilo. onde a brisa ou a tempestade simplesmente passem.
o fôlego está menor e antes do próximo discurso, pergunto de novo: porque não experimentar a absoluta certeza do amor?
e aprisionados, tentamos nos libertar de maneiras estranhas.
promovemos rebeliões mútuas, nos debatemos um contra o outro
e contra os outros.
sempre damos os mesmos sinais. fixos.
em forma de represálias ameaçamos matar ou simplesmente morrer com a própria negação.
procuramos justificar direitos, sentimentos, atitudes...
a cada luta travada trocamos pesos, medidas, distâncias e alturas tentando impor regras e destruindo laços invisíveis.
nos envolvemos no silêncio provocando desordem em nossos sentimentos ou nos expressamos sem nos fazer entender. e depois de rasgados, sujos, sem forças, nos consumimos em prazer, enlaçados, confusos, cansados.
voar, rumar e pousar num lugar tranquilo. onde a brisa ou a tempestade simplesmente passem.
o fôlego está menor e antes do próximo discurso, pergunto de novo: porque não experimentar a absoluta certeza do amor?
Sexta-feira, Outubro 21, 2005
sinto-me tão dependente do tempo.
a cada vez, preciso mais.
do tempo da sua alma, do seu corpo, do seu ar.
ah!!! como é pouco nosso tempo!
a cada vez, preciso mais.
do tempo da sua alma, do seu corpo, do seu ar.
ah!!! como é pouco nosso tempo!
Segunda-feira, Outubro 17, 2005
hoje encontrei-me com ela
aquela que quase nunca aparece.
assustei-me com ela.
gritava, gesticulava, palavras cuspia
e por pouco não enlouquecia.
há muito não a via.
e depois que deixou-me sozinha,
eu tremia, tremia, tremia...
quem era ela?
aquela que dentro de mim adormecia.
aquela que quase nunca aparece.
assustei-me com ela.
gritava, gesticulava, palavras cuspia
e por pouco não enlouquecia.
há muito não a via.
e depois que deixou-me sozinha,
eu tremia, tremia, tremia...
quem era ela?
aquela que dentro de mim adormecia.
Domingo, Outubro 16, 2005
por favor, sabe me dizer como chegar lá?
uma rua, um túnel, qualquer caminho.
que estranha estrada que nunca termina, que não dá em nenhum lugar!
é tão longa!
por favor, me diga como!
vire à direita, depois à esquerda, vai reto.
retorne logo a frente e continue andando.... qualquer caminho!
mas isso nunca termina.
e ainda tem as variações de clima
frio, calor, chuva, vento.
sem falar nos entroncamentos.
mas não é possível! será mesmo que estou no caminho certo?
está certo. entao vou continuar.
será que você pode vir comigo?
me dê a sua mão, assim, se um de nós tropeçar ou ceder ao sono
teremos onde nos apoiar para levantar de novo e continuar.
por favor, estou cansada.
me ajude a chegar lá.
lá onde o SOL está.
que estranha estrada que nunca termina, que não dá em nenhum lugar!
é tão longa!
por favor, me diga como!
vire à direita, depois à esquerda, vai reto.
retorne logo a frente e continue andando.... qualquer caminho!
mas isso nunca termina.
e ainda tem as variações de clima
frio, calor, chuva, vento.
sem falar nos entroncamentos.
mas não é possível! será mesmo que estou no caminho certo?
está certo. entao vou continuar.
será que você pode vir comigo?
me dê a sua mão, assim, se um de nós tropeçar ou ceder ao sono
teremos onde nos apoiar para levantar de novo e continuar.
por favor, estou cansada.
me ajude a chegar lá.
lá onde o SOL está.
Sábado, Outubro 08, 2005
sei que tenho um sonho. tenho?
pelo menos me disseram assim.
me disseram também que é pessoal e intransferível.
o meu parece que está a brincar comigo de pique-esconde.
e quando corro ao seu encontro só vejo sua sombra.
às vezes fica tão bem escondido, que quase tenho a certeza
que era só um sonho ou então, que mentiram pra mim.
pelo menos me disseram assim.
me disseram também que é pessoal e intransferível.
o meu parece que está a brincar comigo de pique-esconde.
e quando corro ao seu encontro só vejo sua sombra.
às vezes fica tão bem escondido, que quase tenho a certeza
que era só um sonho ou então, que mentiram pra mim.
vivo no silêncio a mercê de meus sentimentos
esperando que eles se tornem pensamentos.
escuto minha respiração lenta.
as palavras, aquelas que eram sentimentos,
hoje estão mudas.
hoje não serão letras, nem sons.
e assim o que era para estar aqui, se vai
sem se tornar mais um rastro por onde eu tenha passado.

foto rui luis
esperando que eles se tornem pensamentos.
escuto minha respiração lenta.
as palavras, aquelas que eram sentimentos,
hoje estão mudas.
hoje não serão letras, nem sons.
e assim o que era para estar aqui, se vai
sem se tornar mais um rastro por onde eu tenha passado.

foto rui luis
Quinta-feira, Outubro 06, 2005
cuidado!
não atravesse o tempo assim
um dia vamos voar
antes, temos de aprender a cair.
o chão te parece muito próximo agora?
não atravesse o tempo assim
um dia vamos voar
antes, temos de aprender a cair.
o chão te parece muito próximo agora?
Quarta-feira, Outubro 05, 2005
acalma teu coração
o destino está pra chegar
não poderá fugir
e se relutar vai te cansar
acalma teu coração
pois dele tranquilo vai precisar
viverá tantos momentos sublimes
que nem vai acreditar
acalma teu coração
inspira, expira
inspira, expira
acalma-te
porque depois
não mais terá tempo de respirar
feche os olhos
e se deixe desmaiar
não, não se preocupe
ele não vai parar
vai apenas
ESPERAR
o destino está pra chegar
não poderá fugir
e se relutar vai te cansar
acalma teu coração
pois dele tranquilo vai precisar
viverá tantos momentos sublimes
que nem vai acreditar
acalma teu coração
inspira, expira
inspira, expira
acalma-te
porque depois
não mais terá tempo de respirar
feche os olhos
e se deixe desmaiar
não, não se preocupe
ele não vai parar
vai apenas
ESPERAR
Quinta-feira, Setembro 29, 2005
escrevo pra tentar pensar em outras coisas, senão aquilo que insiste em ficar aqui. outras coisas pra escrever de novo. mas nem sempre consigo. falta a ponte, o cabo de conexão entre meu pensamento e a superfície.
há algo bom de você em mim. esse jeito meio solto de ser. de não pensar no tempo. estou tentando transferir meus sentimentos para o meu rosto. quero que me veja com meus olhos. não quero mais achar o mundo estranho. quero gostar de gente. gosto dessa liberdade. entreguei todas as armas. mata-me se quiseres. mas se decidir fazê-lo, use uma generosa dose de seu perigoso e delicioso amor.
Segunda-feira, Setembro 26, 2005
sinto uma energia diferente. algumas coisas aconteceram, colocando mais uma semente na minha terra vermelha e quente. tem cheiro de verdade, de certeza, de leveza. quero muito que se torne uma bela árvore, frondosa, forte. que resista a incessantes variações de tempo. afinal, invernos são tão necessários quanto, primaveras, verões, outonos... para que complete o ciclo e sobreviva em outros mundos.
Sexta-feira, Setembro 23, 2005
Quarta-feira, Setembro 21, 2005
até agora as sensações não tinham se transformado em palavras. palavras que agora procuro no sono das sensações. a luz, o calor o calor da luz, o calor da cor. uma violação consentida. um pudor estranho, como nunca experimentara. como se o olho me tirasse a pele, a carne, os ossos e me ficasse luz. e, numa falsa timidez, mostrei formas de mim. eu desejo, eu mulher. eu sua. a sua maldade, a sua bondade, o seu incêndio, o seu sereno. instinto? mais parecia magia. e, passados alguns giros, tudo ficou diferente. a timidez disfarçada, tornou-se beleza velada. e tudo se transformou numa só palavra. somos metades que anseiam pelo círculo inteiro.

foto rui luis

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na casa do passado encontro, vozes. sons de uma nova memória com sabor de vida bandida. proteção, aconchego, desejo. um passado sagrado, num presente pecado. risos, promessas. e, nesta vida ainda bandida, ainda o desejo. na explosão de um futuro já passado, por ter sonhado.
lavei os cabelos. sentei-me para pensar. calada, escura. comecei a caminhar. em desconhecidos céus, conheci um desconhecido. simpático, vagando por uma desconhecida povoada. um ser vigilante, de rituais antigos, hoje só de passagem. etéreo. vinha de um mundo poderoso e protetor. misterioso, grande. sentia as dores e os sabores da vida. nossas conexões por vezes nos ligavam e por outras, nos separavam, calados. não tinha a permissão do tempo e... desapareceu dentro do fundo.
quero sentimentos em palavras na minha boca para cuspí-las ou cantá-las. mas também, para saboreá-las.
minha cabeça está ficando pouca pra tanta procura. não quero imaginar como será o amanhã, como vai ser o meu destino. não quero contar quantos balões de suspiros já sumiram no ar. vivo à procura de sinais. um gesto, uma cor, um número ou seis, um lugar, um sonho, uma palavra. queria dizer-te tantas coisas. brigamos por tentar mudar destinos, nossos e dos outros. fazemos escolhas sem titubear e depois nos deparamos com futuros felizes ou infelizes ocasionados por elas. certa pessoa me diz insistentemente: como você é teimosa!!! apesar de saber ser eu, uma grande figura, ela tem razão. sinto-me muito à vontade, forte e momentaneamente burra! já nem sei mais o que tanto procuro. ah! mais um balão está subindo agora! acho que preciso mesmo é de um chocolate.
há muito tempo não andava de ônibus. hoje por necessidade precisei do transporte. tinha me esquecido como era. Pessoas de todos os jeitos. cores, cheiros, vozes. uns dormem, outros se olham, outros tem um olhar fixo. gostaria de saber o que estavam pensando. a paisagem a passar num outro prisma. as cabeças das pessoas nas ruas, o teto dos carros, os telhados das casas, as janelas dos segundos andares e as pessoas e coisas dos segundos andares. todos indo na mesma direção, mas cada um no seu próprio sentido.

foto rui luis

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